Aqui,
caro cumpadre,
Lá estava o Civilico, conversando com o
Júnior Ré e o Edson Costa:
-Júnior, si o Edson chamá ocê
di Ré ocê vem?
-Sartei di banda, Civilico!
-I ocê, Edson, i si o Ré chamá
ocê di Costa, ocê vem?
-Tô fora, meu!
O prefeito andava desconfiado do Civilico, pois
imaginava que ele andava contando muita mentira para o pessoal lá
do serviço de água e esgoto, e foi tirar satisfações
com ele. Ele negou tudo.
-Afinal. Civilico, quem é o mentiroso
nesta história - eu ou você?!
-Oras, patrão, o sinhor num ia contratá
um empregado mintiroso...
A Bregueça flagrou ao longe o Civilico
perto de um galinheiro tirando água do joelho... Quando ela se aproximou
curiosa e sorrateira por tráz do galinheiro, ela viu o Civilico
atirando numa cobra papa-pinto que escafedeu-se pela macega.
-O, Civilico, por que quiocê atirô
na cobra?
-Ela queria pegá meu pinto, Bregueça...
A Bregueça ficou vermelha que nem um tomate.
E o Civilico, apontando pra dentro do galinheiro,
retrucou:
-Já pensô bestera, né
Bregueça, o pinto qui ela queria pegá é aquele alí
drento do galinhêro!